Roberto Requião: “Meireles e o Banco Central governam o país”


“Parlamentares são muito caros”, ironiza Requião sobre manobras de Temer no Congresso (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Frase do senador Roberto Requião define sua visão sobre o atual momento do País

Anderson Christian
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Presente em Sergipe até o domingo, 16, o senador Roberto Requião, (PMDB/PR),  que afirma que Michel Temer já não mais governa o Brasil, desmancha-se em elogios à capital sergipana. “Está muito bonita a cidade. Estive aqui há alguns anos, mas Aracaju está muito melhor, maior. E essa orla é muito linda”. Aí o repórter sai de cena por um instante e entra o cidadão: sabia que é vendida como a orla mais bonita do Brasil? “Acho que deve ser mesmo”, confirma o senador.
Mas a visita de Requião a Aracaju não foi para turismo. Ele foi um dos palestrantes da 19ª Conferência Interestadual dos Bancários da Bahia e Sergipe, que aconteceu no último f inal de semana. “Foi muito interessante, com um nível alto de discussões e debates, tratando de questões sindicais, de capacitação, mas chegando nas questões nacionais”, explica o senador.
E este acaba sendo o gancho para uma questão urgente: afinal, o PMDB possui alguma unidade interna? “O PMDB no governo pensa de uma maneira, mas, em pesquisa feita pela internet, a base do partido se mostrou 93% contra a reforma trabalhista. Por isso que digo: o pensamento da base do partido é um. E o da estrutura parlamentar é outro”.

TEMER X MEIRELES
Em relação ao presidente Michel Temer, que também é do PMDB, Roberto Requião é muito objetivo. E duro, também. “Para se manter na presidência, ele está pagando um alto preço. Por isso que se pode dizer que os parlamentares são muito caros. Eles custaram caro ao Temer”, reforça.
E isso, na opinião dele, tem sido algo muito prejudicial, uma vez que Temer já não estaria governando. “Quem governa, de fat o, o Brasil, é Henrique Meireles e o Banco Central. Nunca vi Temer falar ou ter posições contra a soberania nacional, contra o petróleo, contra a CLT. Essas nunca foram as suas ideias, não vê dele. Vêm do grande capital financeiro”, observa o senador.
Mas se não governa, porque luta tanto para se manter no cargo? “Só se for por uma questão de vaidade dele”. E será que ele se sustenta? “Com base nas operações no parlamento, e com um ministério que vai acabar se reunindo na Papuda (prisão em Brasília), com ministro indo para reunião de tornozeleira, pode ser que ele consiga”, finaliza Roberto Requião.

Tadeu Maynard/Sergipe Em Fotos

“Parlamentares são muito caros”,
ironiza Requião sobre manobras
de Temer no Congresso

Requião “sergipano”
Durante a entrevista, o senador Roberto Requião, que é paranaense, revelou algo interessante: sua família tem origens em Sergipe. “Avô, bisavô e trisavô. Todos de Divina Pastor a, do Engenho São Félix. Meu avô era Walace de Mello e Silva; meu bisavô era Justiniano de Mello e Silva; e meu trisavô era João Félix de Mello e Silva. Todos de Divina Pastora, aonde aliás justamente fundado pelo meu trisavô, existe o Engenho São Félix”, explica Roberto Requião.

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