Gangue que sequestrou país anula lei Áurea e institui semiescravidão

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A quadrilha que sequestrou o governo do Brasil, a maior gangue de “colarinho branco” de que se tem notícia no país, em conluio com vigaristas do Senado e da Câmara com a clara aquiescência do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, acaba de cometer nova traição contra o povo: a reintrodução do regime de semiescravidão, sob orientação da gananciosa elite econômica.

Com a aprovação da reforma trabalhista, criminosos do Executivo e Legislativo praticamente aboliram a lei Áurea e reinstituíram – com ar de suposta modernidade, para enganar o idiota brasileiro médio – o regime semiescravo nas relações de trabalho, com apoio da mídia hegemônica vagabunda do país, que faz a lavagem cerebral da opinião pública (Globo, BAND, SBT, Record, Veja, IstoÉ, Folha de São Paulo, Estadão, etc).

Uma mídia financiada por grupos de banqueiros globalistas, organizações secretas e especuladores internacionais, que com o entreguismo do governo de bandidos se apossarão das riquezas nacionais e maximizarão lucros às custas do sangue e suor do nosso povo.

Diferentemente de países como França, Finlândia, Dinamarca e Noruega, onde o trabalhador tem direitos respeitados e horas de descanso protegidas como instrumento para aumentar produtividade, por aqui as gangues do Planalto e Congresso seguem o modelo explorador da elite norte-americana, orientando-se pelo capitalismo selvagem dos EUA, país onde não há 13o salário, não existem férias remuneradas e nem a mínima estabilidade.

O brasileiro médio, que vai às ruas para protestar contra mísero aumento de 15 centavos na tarifa da passagem de ônibus, sequer tem levantado a voz para reclamar da perda de importantes direitos assegurados a ele desde a di tadura Vargas, agora extintos pela reforma trabalhista.

Dorme em berço esplêndido em tal letargia sem perceber o assalto da quadrilha, que negociou seu bem-estar com a elite econômica em troca de muita propina no Planalto, no Senado e na Câmara, para implantar as novas regras a favor de 39 confederações patronais, que ditaram todo o teor da lei.

Sob ilusório pretexto de redução no número de desempregados e contenção da crise econômica, a reforma trabalhista implantou um sistema que rivaliza em brutalidade com as regras impostas aos trabalhadores na Revolução Industrial do séc. XVI, na Idade Moderna, onde operários morriam no ambiente de trabalho, tinham cargas horárias aviltantes e mal recebiam o sustento do dia.

Agora, gestantes e nutrizes com seus bebês podem trabalhar em ambientes insalubres; o operário iniciará a jornada às 7 hs até às 13:30 hs; recomeçará às 14 hs, com meia hora para almoço, e encerrará o expediente às 20 hs. Doze horas de trabalho sem direito a retorno pecuniário por horas extras e mais uma redução de quatro horas no descanso semanal remunerado.

A “modernização” da reforma trabalhista cria os bóias-frias do século XXI, que terão 4 horas de descanso e lazer e trarão suas “quentinhas” ao ambiente de trabalho, ingerindo o alimento enquanto apertam um parafuso aqui ou soltam um prego acolá.

Falta, agora, construir as senzalas e selecionar os capitães-do-mato.

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[*] César Gama é jornalista, biólogo, gestor ambiental, psicanalista e professor.

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